sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

LARES PARA IDOSOS OU POLITICAS DE HABITAÇÂO INTEGRADAS?

REFLEXÕES

Há dois temas sobre as quais gostaria de escrever umas coisas, uma delas é uma reflexão sobre o caso dos lares para idosos e a outra é sobre esta dita onda de solidariedade que se espraia pelo país de apoio à pobreza.
Vamos a isto, recentemente um caso sinistro (a descoberta por acaso da morte de quatro idosos) veio trazer à baila a escassez de lares para idosos licenciados logo sem condições condignas e a consequente supervisão dos serviços competentes. Ficámos assim a saber que existe um mercado paralelo de muitos milhões nessa área, que todos os anos são mandados encerrar vários lares sem condições. Ficámos a saber que os serviços prestados se feitos correctamente são caros.
Ficamos sem perceber o porquê desta situação.
Não é admissivel que no fim da vida os nossos pais e avôs não tenham direito a uma vida digna com todos os cuidados que as suas situações justificam.
Pergunto-me porque não se tomam medidas facilitadoras da criação de uma rede de lares pequenos, junto das comunidades onde sempre viveram os idosos, continuando assim a ser vigiados por familiares e vizinhos? Pois é, que parece que se colocam tantas exigências no licenciamento destes recursos que tornam praticamente impossível a sua concretização. Não seria mais desejável fazer esforços no sentido de criar alternativas pondo a tónica na qualidade dos cuidados: de relação, alimentação, saúde etc ao invés de fazer exigências arquitetónicas difíceis de satisfazer.
Porque será que nesta matéria assim como noutras não vamos beber à europa experiências que já fizeram caminho e que resultam em respostas mais humanizadas, mais próximo das comunidades, pensando de uma forma integrada tudo o que é uma política de habitação. É que o problema do apoio aos idosos não pode ser encarado isoladamente, tem que ser encarado conjuntamente com uma rede necessária e urgente de apoio a doentes em convalescência saidos dos hospitais, a idosos sem família necessitando também de alguns cuidados sem no entanto necessitarem de um lar, alojamento para pessoas com deficiências, assim como o alojamento para famílias que pelos seus própios meios não conseguem aceder a uma habitação condigna. Os nossos serviços continuam a apostar em grandes estruturas, nomeadamente na política de apoio a pessoas com deficiência, enquanto outras soluções alternativas mais humanizadas perto das comunidades que os viram nascer permitiriam contribuir para salvaguardar a qualidade dos serviços prestados. No que diz respeito aos lares para pessoas com deficiência as verbas destinadas à construção edifícios sumptuosos, não seriam melhor empregues na reabilitação das milhares de casas disponíveis aproveitando para fazer as adaptações adequadas para os fins que venho propondo. Repovoavam-se as cidades e criavam-se postos de trabalho numa estrutura muito mais leve de apoio. Só uma política nacional que respeite o ser humano, apostando na qualidade das respostas em todos os níveis, nomeadamente no direito a políticas de inclusão em todo o seu percurso de vida. Só uma política integrada que aposte nas necessidades das populações e na gestão recursos disponíveis em cada concelho serve a comunidade. Para quando?
jr

QUEM É QUEM NA DESTRUIÇÂO DESTE PAÍS

No Público de hoje, 9 de Dezembro, leio estas notícias: Daniel Bessa -” a economia esta a ser aniquilada pelo Estado social”. E na mesma página da edição on-line:”CMVM divulga na integra condenação a ex-gestores do BCP”:“Além de Alípio Dias, António Castro Henriques, António Rodrigues, Christopher de Beck, Filipe Pinhal, Jorge Jardim Gonçalves e Paulo Teixeira Pinto, a decisão da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) abrange ainda dois directores do banco, Luís Gomes e Miguel Magalhães Duarte.

A deliberação do supervisor, que foi conhecida no Verão, e é agora divulgada, resultou na aplicação aos nove arguidos “de coimas no valor total de 4,275 milhões de euros e de inibições ao exercício de actividades com duração de um a cinco anos”.

Pergunto QUEM ANIQUILA QUEM?
Aqueles que trabalharam uma vida descontando o que lhes era exigido para poderem usufruir de algum beneficio social ou aqueles que escudando-se na política e em políticos desonestos teem contribuido para destruir este país?
Tanta Carraça!!!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A partir de Fevereiro Espanha elimina ajuda a desempregados de longa duração

Espanha elimina ajuda a desempregados de longa duração

Espanha vai eliminar as ajudas aos desempregados de longa duração, anunciou o hoje o presidente do Governo espanhol, José Luís Rodriguez Zapatero.

GREVE GERAL EM ESPANHA

Grève générale en Espagne : les syndicats saluent "un succès démocratique"
Piquets devant les usines, files d'attente aux arrêts de bus, kiosques vides faute de journaux : l'Espagne a vécu au ralenti, mercredi, la première grève générale de l'ère Zapatero.

LEMONDE.FR | 2010/09/29 21:36:49


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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

ITÁLIA:DEZENAS DE MILHAR DE MANIFESTANTES EM ROMA PARA DEFENDER O EMPREGO

Publica o "le Monde", um despacho da AFP (agência france press) de sábado. Dezenas de milhares de manifestantes, dos quais muitos estudantes mobilizados contra a reforma da Universidade, desfilaram sabado em Roma respondendo ao apelo do primeiro sindicato para defender o emprego quando o desemprego dos jovens esta particularmente elevado em Itália. 

Des dizaines de milliers de manifestants, dont beaucoup d'étudiants mobilisés contre une réforme de l'Université, ont défilé samedi à Rome à l'appel du premier syndicat pour défendre l'emploi alors que le chômage des jeunes est particulièrement élevé en Italie.
Munis de petits drapeaux et ballons rouges, les délégations venues aussi bien du nord très industrialisé (Turin, Parme) que du sud défavorisé (Palerme, Caserte) ont marché en deux cortèges, à l'initiative de la Cgil, qui revendique 5 millions d'adhérents.
La Cgil a indiqué qu'elle ne donnerait pas de chiffres sur la participation se contentant d'annoncer la mobilisation de 2.100 autocars et 13 trains spéciaux pouvant transporter au moins 110 à 120.000 manifestants.
"Droits à un emploi pour une vie digne" mais aussi "Ecole et université mobilisées", clamaient les pancartes portées par les participants à la manifestation nationale qui a pour slogan: "L'avenir appartient aux jeunes et à l'emploi. Plus de droits, plus de démocratie".
"Après deux ans d'une crise qui n'est pas terminée et d'un chômage qui augmente, tout le monde s'est aperçu que ce pays manque d'un projet d'avenir", a déclaré à la presse Susanna Camusso, la nouvelle dirigeante de la Cgil, en référence à la politique du gouvernement Berlusconi.
La croissance est poussive en Italie où le taux de chômage tourne autour de 8% mais avec une proportion de jeunes plus élevée que la moyenne européenne (26% des 15/24 ans en septembre).
Il s'agit de la huitième manifestation de la Cgil, en deux ans, et de la première chapeautée par Mme Camusso, arrivée à sa tête le 3 novembre.
Même si ce "n'est pas une manifestation politique mais syndicale", a-t-elle dit, les principaux dirigeants de l'opposition, dont Pierluigi Bersani chef du Parti démocrate, Antonio di Pietro (Italie des valeurs) et Nichi Vendola (Gauche, écologie et liberté) y participaient.
Des milliers de lycéens et étudiants défilaient également derrière des pancartes: "démission" du ministre de l'Instruction, "l'école va à sa perte" pour dénoncer la réforme de l'Université promue par le gouvernement.
Ce texte qui devrait être adopté mardi prochain au parlement a des aspects jugés positifs (réduction des mandats des recteurs, lutte contre le népotisme des mandarins).
Mais ses détracteurs dénoncent des coupes sombres dans le financement des universités en particulier via le non renouvellement de contrats à durée déterminée de milliers de chercheurs.

PELO MENOS 50 000 MIL PESSOAS MANIFESTARAM-SE NAS RUAS DE DUBLIN CONTRA O PLANO DE AUSTERIDADE

Cerca de 50.000 pessoas, segundo o jornal “The Irish Times”, desfilaram hoje pelas ruas de Dublin, num protesto contra o plano de austeridade apresentado pelo primeiro-ministro Brian Cowen.
<p>A organização fala em cem mil pessoas mas a polícia não confirma o número</p>
A organização fala em cem mil pessoas mas a polícia não confirma o número
 (Cathal McNaughton/Reuters)

O protesto organizado pelo Congresso Irlandês dos Sindicatos (ICTU) principiou ao meio-dia na zona de Wood Quay e chegou às 13h00 (hora local idêntica à de Lisboa) junto ao edifício central dos Correios, na O’Connel Street, principal artéria da cidade.

Dirigindo-se à multidão, um colunista daquele jornal, Fintan O’Toole, afirmou que o Governo que tem por base o partido Fianna Fáil está a entrar em acordos com pessoas que nunca foram eleitas.

O’Toole, crítico literário e comentador político, que de 1997 a 2001 também escreveu para o “New York Daily News”, disse que a Irlanda está a pagar milhares de milhões de euros para salvar os bancos e que o Governo de Brian Cowen “declarou guerra aos pobres”.

Forte crítico da corrupção política no país onde nasceu há 52 anos, o colunista declarou que “os irlandeses não são súbditos, mas sim cidadãos, pretendendo que lhe devolvam a sua República”.

Por seu turno, o secretário-geral da central sindical ICTU, David Begg, comparou o actual Governo a um célebre assaltante de estrada que durante o século XVIII houve na Inglaterra, dizendo que “Dick Turpin, pelo menos, usava uma máscara quando roubava as pessoas”.

O mesmo dirigente considerou que estariam 100.000 pessoas na manifestação, mas a polícia não confirmou este número.

Outro dos oradores forneceu o que disse ser o número de telefone do ministro do Ambiente, John Gormley, para que “lhe telefonassem o mais possível”. Mas a manifestação terminou sem que tivesse havido registo de incidentes, apesar de a polícia ter avisado para a possibilidade de alguns grupos poderem “explorar” a situação e causar distúrbios.

O trânsito no centro da cidade foi interrompido durante o período em que decorreu a manifestação.
Retirado de "O Público" on line a 27 de novembro de 2010

domingo, 28 de novembro de 2010

UMA BOA IDEIA

1° Prêmio Alagoano de Blogs

O 1° Prêmio Alagoano de Blogs está com inscrições abertas até 05 de dezembro de 2010, e os blogueiros que já realizaram suas inscrições estão em votação aberta ao público aqui. Para participar, é preciso residir no Estado de Alagoas, podendo ou não ser naturalizado alagoano e possuir um blog (página virtual) há pelo menos três meses. Edital e inscrição no site do prêmio. Acompanhe os blogs inscritos e as novidades sobre o prêmio em @Blogsalagoas ou www.twitter.com/Blogsalagoas