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domingo, 13 de março de 2011

DÁ QUE PENSAR!!!

PIOR QUE A NATUREZA SÓ MESMO O HOMEM!!!


Os japoneses e os povos vizinhos depois de sofrerem as terríveis consequências do terramoto de 11 de março e o consequente tsunami vão agora enfrentar todas as consequências maléficas da explosão do reactor nuclear na central de Fukushima-Daichi acrescido do perigo de uma segunda explosão. O japão e os povos vizinhos temem ainda o perigo de novos desastres numa segunda central nuclear em Onagawa, a norte de Fukushima. "O alerta foi dado após o registo de uma subida dos níveis de radioactividade, apesar dos três reactores do local estarem “sob controlo”, diz a agência AFP. Enquanto isso, na central nuclear de Ibaraki, a sul de Fukushima, foi relatada uma falha no sistema de arrefecimento..."

Se o povo Japonês graças ao convívio com terramotos soube limitar os desastres pessoais, já o mesmo não podemos dizer, caso se concretizem  mais desastres nos reactores nucleares das três centrais nucleares. Apesar de todos os cuidados é sabido que o homem pode limitar os perigos resultantes das explosões mas não pode impedir danos na saúde desta e das gerações vindouras, nem a  destruição da qualidade de vida  dos animais  e das plantas e ainda a contaminação dos rios e das terras.

Nesta, como em muitas outras situações,  sempre que estão em causa  interesses mesquinhos e pouco edificantes onde o lucro impera o homem apresenta-se como o causador dos seus maiores males. Facilmente o que era mais económico, neste caso o preço da electricidade, pode-se tornar rápidamente um pesadelo para a humanidade, nomeadamente para os povos daquelas zonas.

Quando parte de um povo sofre, todo o povo sofre.

Irónicamente, foi este mesmo povo que, em 6 e 9 de Agosto de 1945 sofreu com os ataques da Força Aérea dos EUA com o lançamento da bomba atómica "Little Boy" que caiu sobre Hiroshima e a "Fat Man" que caiu sobre Nagasaki.jr.

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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O QUE ME ORGULHA CADA VEZ MAIS!!!

Os povos que se vão libertando do jugo dos ditadores, tornando cada vez mais claro que, para eles e para nós própios, quando juntos e batendo-se por uma causa justa, os homens têm dentro de si uma força poderosíssima...

A juventude que esta tomando conta do meu país!
Falo dos Deolinda, dos novos realizadores, dos novos musicos, dos novos actores, dos investigadores, dos novos escritores, dos novos comunicadores, dos novos pintores, designers, dos meus filhos...e dos amigos deles...

Mas também...

A história do meu país que pela mão do realizador Bruno de Almeida vai realizar o filme “Operação Outono”, sobre o assassínio do “general sem medo”...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O QUE ME ASSUSTA CADA VEZ MAIS...



A falta de discussão dos projectos políticos dos candidatos à presidência da República na televisão em período eleitoral...

A exclusão do candidato Coelho nas discussões televisivas em período pré-eleitoral...

O unanimismo da bancada do PS durante estas duas últimas legislaturas...
O Regulamento do Congresso do PS de 25 e 26 de Março que prevê que “as moções políticas de orientação nacional são documentos de apreciação e definição das linhas gerais da política nacional do partido e só têm legitimidade para a sua apresentação os candidatos a secretário-geral do Partido Socialista”...

A “falta da disponibilidade orçamental”, dificuldades resultantes relacionadas com “processos internos de decisão” que impedem 1500 alunos filhos de emigrantes radicados em França, Alemanhã, Suiça, Luxemburgo e Africa do Sul estejam, desde o início deste ano lectivo sem poder frequentar cursos de Língua e Cultura Portuguesa...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

LARES PARA IDOSOS OU POLITICAS DE HABITAÇÂO INTEGRADAS?

REFLEXÕES

Há dois temas sobre as quais gostaria de escrever umas coisas, uma delas é uma reflexão sobre o caso dos lares para idosos e a outra é sobre esta dita onda de solidariedade que se espraia pelo país de apoio à pobreza.
Vamos a isto, recentemente um caso sinistro (a descoberta por acaso da morte de quatro idosos) veio trazer à baila a escassez de lares para idosos licenciados logo sem condições condignas e a consequente supervisão dos serviços competentes. Ficámos assim a saber que existe um mercado paralelo de muitos milhões nessa área, que todos os anos são mandados encerrar vários lares sem condições. Ficámos a saber que os serviços prestados se feitos correctamente são caros.
Ficamos sem perceber o porquê desta situação.
Não é admissivel que no fim da vida os nossos pais e avôs não tenham direito a uma vida digna com todos os cuidados que as suas situações justificam.
Pergunto-me porque não se tomam medidas facilitadoras da criação de uma rede de lares pequenos, junto das comunidades onde sempre viveram os idosos, continuando assim a ser vigiados por familiares e vizinhos? Pois é, que parece que se colocam tantas exigências no licenciamento destes recursos que tornam praticamente impossível a sua concretização. Não seria mais desejável fazer esforços no sentido de criar alternativas pondo a tónica na qualidade dos cuidados: de relação, alimentação, saúde etc ao invés de fazer exigências arquitetónicas difíceis de satisfazer.
Porque será que nesta matéria assim como noutras não vamos beber à europa experiências que já fizeram caminho e que resultam em respostas mais humanizadas, mais próximo das comunidades, pensando de uma forma integrada tudo o que é uma política de habitação. É que o problema do apoio aos idosos não pode ser encarado isoladamente, tem que ser encarado conjuntamente com uma rede necessária e urgente de apoio a doentes em convalescência saidos dos hospitais, a idosos sem família necessitando também de alguns cuidados sem no entanto necessitarem de um lar, alojamento para pessoas com deficiências, assim como o alojamento para famílias que pelos seus própios meios não conseguem aceder a uma habitação condigna. Os nossos serviços continuam a apostar em grandes estruturas, nomeadamente na política de apoio a pessoas com deficiência, enquanto outras soluções alternativas mais humanizadas perto das comunidades que os viram nascer permitiriam contribuir para salvaguardar a qualidade dos serviços prestados. No que diz respeito aos lares para pessoas com deficiência as verbas destinadas à construção edifícios sumptuosos, não seriam melhor empregues na reabilitação das milhares de casas disponíveis aproveitando para fazer as adaptações adequadas para os fins que venho propondo. Repovoavam-se as cidades e criavam-se postos de trabalho numa estrutura muito mais leve de apoio. Só uma política nacional que respeite o ser humano, apostando na qualidade das respostas em todos os níveis, nomeadamente no direito a políticas de inclusão em todo o seu percurso de vida. Só uma política integrada que aposte nas necessidades das populações e na gestão recursos disponíveis em cada concelho serve a comunidade. Para quando?
jr