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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

ITÁLIA:DEZENAS DE MILHAR DE MANIFESTANTES EM ROMA PARA DEFENDER O EMPREGO

Publica o "le Monde", um despacho da AFP (agência france press) de sábado. Dezenas de milhares de manifestantes, dos quais muitos estudantes mobilizados contra a reforma da Universidade, desfilaram sabado em Roma respondendo ao apelo do primeiro sindicato para defender o emprego quando o desemprego dos jovens esta particularmente elevado em Itália. 

Des dizaines de milliers de manifestants, dont beaucoup d'étudiants mobilisés contre une réforme de l'Université, ont défilé samedi à Rome à l'appel du premier syndicat pour défendre l'emploi alors que le chômage des jeunes est particulièrement élevé en Italie.
Munis de petits drapeaux et ballons rouges, les délégations venues aussi bien du nord très industrialisé (Turin, Parme) que du sud défavorisé (Palerme, Caserte) ont marché en deux cortèges, à l'initiative de la Cgil, qui revendique 5 millions d'adhérents.
La Cgil a indiqué qu'elle ne donnerait pas de chiffres sur la participation se contentant d'annoncer la mobilisation de 2.100 autocars et 13 trains spéciaux pouvant transporter au moins 110 à 120.000 manifestants.
"Droits à un emploi pour une vie digne" mais aussi "Ecole et université mobilisées", clamaient les pancartes portées par les participants à la manifestation nationale qui a pour slogan: "L'avenir appartient aux jeunes et à l'emploi. Plus de droits, plus de démocratie".
"Après deux ans d'une crise qui n'est pas terminée et d'un chômage qui augmente, tout le monde s'est aperçu que ce pays manque d'un projet d'avenir", a déclaré à la presse Susanna Camusso, la nouvelle dirigeante de la Cgil, en référence à la politique du gouvernement Berlusconi.
La croissance est poussive en Italie où le taux de chômage tourne autour de 8% mais avec une proportion de jeunes plus élevée que la moyenne européenne (26% des 15/24 ans en septembre).
Il s'agit de la huitième manifestation de la Cgil, en deux ans, et de la première chapeautée par Mme Camusso, arrivée à sa tête le 3 novembre.
Même si ce "n'est pas une manifestation politique mais syndicale", a-t-elle dit, les principaux dirigeants de l'opposition, dont Pierluigi Bersani chef du Parti démocrate, Antonio di Pietro (Italie des valeurs) et Nichi Vendola (Gauche, écologie et liberté) y participaient.
Des milliers de lycéens et étudiants défilaient également derrière des pancartes: "démission" du ministre de l'Instruction, "l'école va à sa perte" pour dénoncer la réforme de l'Université promue par le gouvernement.
Ce texte qui devrait être adopté mardi prochain au parlement a des aspects jugés positifs (réduction des mandats des recteurs, lutte contre le népotisme des mandarins).
Mais ses détracteurs dénoncent des coupes sombres dans le financement des universités en particulier via le non renouvellement de contrats à durée déterminée de milliers de chercheurs.

PELO MENOS 50 000 MIL PESSOAS MANIFESTARAM-SE NAS RUAS DE DUBLIN CONTRA O PLANO DE AUSTERIDADE

Cerca de 50.000 pessoas, segundo o jornal “The Irish Times”, desfilaram hoje pelas ruas de Dublin, num protesto contra o plano de austeridade apresentado pelo primeiro-ministro Brian Cowen.
<p>A organização fala em cem mil pessoas mas a polícia não confirma o número</p>
A organização fala em cem mil pessoas mas a polícia não confirma o número
 (Cathal McNaughton/Reuters)

O protesto organizado pelo Congresso Irlandês dos Sindicatos (ICTU) principiou ao meio-dia na zona de Wood Quay e chegou às 13h00 (hora local idêntica à de Lisboa) junto ao edifício central dos Correios, na O’Connel Street, principal artéria da cidade.

Dirigindo-se à multidão, um colunista daquele jornal, Fintan O’Toole, afirmou que o Governo que tem por base o partido Fianna Fáil está a entrar em acordos com pessoas que nunca foram eleitas.

O’Toole, crítico literário e comentador político, que de 1997 a 2001 também escreveu para o “New York Daily News”, disse que a Irlanda está a pagar milhares de milhões de euros para salvar os bancos e que o Governo de Brian Cowen “declarou guerra aos pobres”.

Forte crítico da corrupção política no país onde nasceu há 52 anos, o colunista declarou que “os irlandeses não são súbditos, mas sim cidadãos, pretendendo que lhe devolvam a sua República”.

Por seu turno, o secretário-geral da central sindical ICTU, David Begg, comparou o actual Governo a um célebre assaltante de estrada que durante o século XVIII houve na Inglaterra, dizendo que “Dick Turpin, pelo menos, usava uma máscara quando roubava as pessoas”.

O mesmo dirigente considerou que estariam 100.000 pessoas na manifestação, mas a polícia não confirmou este número.

Outro dos oradores forneceu o que disse ser o número de telefone do ministro do Ambiente, John Gormley, para que “lhe telefonassem o mais possível”. Mas a manifestação terminou sem que tivesse havido registo de incidentes, apesar de a polícia ter avisado para a possibilidade de alguns grupos poderem “explorar” a situação e causar distúrbios.

O trânsito no centro da cidade foi interrompido durante o período em que decorreu a manifestação.
Retirado de "O Público" on line a 27 de novembro de 2010

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

GREVE GERAL E A EUROPA

Ontem, dia 24 de Novembro realizou-se a 2 ª greve nacional depois do 25 de Abril de 1974. Como costume,sempre que há luta de trabalhadores, hoje só se falava do número de aderentes. Apenas posso dizer o que vi e li e que não foi desmentido. Estive ontem em Lisboa e realmente não vi autocarros, os comboios e o metro não funcionavam. Na comunicação social, jornais como o Diário de Noticias e o Público, assim como a RTP 1, orgãos de comunicação insuspeitos do ponto de vista do poder, reconheciam  uma paragem total de inúmeros serviços públicos e paragem significativa no privado. Efectivamente além dos transportes terrestes também os transportes marítimos e fluviários estiveram paralisados, assim como as escolas, hospitais, correios, etc. As organizações sindicais, CGTP e a UGT promotoras da paralisação falam em 3 milhões e não tenho razões para não acreditar.

Entretanto na Inglaterra os estudantes combatem na rua pelos seus direitos. Está em causa um aumento muito significativo das propinas que podem chegar aos 10 000 euros. A França fez greve geral e manifestações de rua contra a mudança da idade da reforma para os 62 anos. Na Grécia preparam-se novas manifestações de rua.

Por essa Europa fora luta-se contra a política de enfraquecimento das conquistas do pós guerra e contra as politicas de defesa do grande capital e do mundo financeiro. Este não tem pátria é uma carraça gorda que suga em todo o mundo aqueles que produzem e que trabalham.

Aqui fica a minha pergunta do dia: porque tardamos em unir as organizações que, nos diversos países  representam os que trabalham e produzem riqueza sem ser de forma especulativa, para um grande movimento de repúdio pelas políticas que a UE promove.?

Jr